Ecotarianos, vegans e freegans: mudanças na alimentação para um mundo mais verde.
A alimentação é um das ações cotidianas de maior impacto sobre o meio ambiente. Sabemos que qualquer produto comprado na cidade traz consigo um rastro de Carbono que deixa um impacto significante ao planeta, mas nada se compara ao consumo de carne, de alimentos enlatados e de produtos importados.
À medida que cresce a consciência ambiental, no entanto, cada vez mais pessoas adotam novos hábitos alimentares. Ainda que muitos se tornem vegetarianos por respeito aos animais, outros optam por mudar seus hábitos ao conhecer os efeitos da indústria da carne sobre o aquecimento global. Prova disso é que o mundo hoje não se divide apenas em vegetarianos e onívoros; mas também entre vegans, flexitarianos, ecotarianos e recentemente, os freegans. Entenda:
Vegetarianos: dois times
Os vegetarianos que optaram por não consumir nenhum tipo de carne, mas não vêem problemas em ingerir alimentos provenientes de animais – como leite e ovos - são chamados ovo-lacto vegetarianos. Já os que se recusam a consumir qualquer produto de origem animal, até mesmo roupas confeccionadas em couro, são denominados vegans.
Flexitarianos – o primeiro passo foi dado
São os “vegetarianos de vez em quando”, uma vertente cujos membros contribuem diminuindo seu consumo de carne. Querem deixar de ser carnívoros – mais por razões de saúde ou preocupação ambiental, que propriamente pela defesa dos animais - mas em certas ocasiões ainda permitem-se uma carninha, frango ou peixe.
Ainda muito criticados pelos vegetarianos ferrenhos, estão em uma fase intermediária: querem mudar os hábitos, mas ainda não conseguiram.
Ecotarianos – Atitude consciente, mas difícil na prática
O termo, difundido nos últimos anos, refere-se a uma forma de alimentação que leva em conta os impactos causados pelo processo de fabricação dos produtos à natureza. Ser ecotariano é complexo, já que calcular a emissão de carbono de um alimento envolve conhecer sua produção, desde a matéria-prima até sua venda. Alguns só adquirem produtos orgânicos, produzidos localmente – para poupar as emissões do transporte – ou que incentivem o trabalho justo.
Freegans – riqueza nas sobras
O termo vem da junção das palavras "free" (livre em inglês) e "vegan". Talvez a mais radical de todas as correntes, consiste em renegar o sistema capitalista e os malefícios trazidos ao meio ambiente com a produção de alimentos. Para tanto, adotam alternativas de sobrevivência e convivência, como o cultivo de hortas coletivas e o reaproveitamento de comida descartada por estabelecimentos (por terem o prazo de validade recém-expirado, ou pelo aspecto “passado”), mesmo que em ótimas condições de consumo.
Alimentar-se com sobras pode soar desagradável, mas os freegans sentem-se mais incomodados com a grande quantidade de alimentos que é diariamente desperdiçada por restaurantes, feiras e supermercados.
Um vídeo produzido por uma garota ilustra um pouco esta realidade:
www.treehugger.com/files/2009/05/secret-freegan-dumpster-divings-robin-hood.php
Mesmo assim, é importante avaliar as condições dos alimentos para não correr o risco de ingerir algo estragado.
Quem não se entusiasma em aderir a nenhuma destas correntes pode contribuir evitando o consumo de carne ao menos um dia da semana, como propõe a campanha “Segunda-feira sem carne”:
Mais informações sobre as correntes mencionadas:
Vegetarianismo (http://pt.wikipedia.org/wiki/Vegetarianismo)
Veganismo (http://pt.wikipedia.org/wiki/Veganismo)
Flexitarianismo www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=view&id=1636&Itemid=114
Ecotarianismo www.terra.com.br/istoe/edicoes/2033/artigo105641-1.htm)
Freegan http://pt.wikipedia.org/wiki/Freeganismo
Fotos:
Mercados orgânicos tornam-se alternativa para os ecotarianos ©Natalie Maynor (Flickr Creative Commons - www.flickr.com/photos/nataliemaynor/530316492).
A comida freegan pode ser consumida normalmente, é o que descobriu esta jovem. ©Natalie HG (Flickr Creative Commons - (www.flickr.com/photos/nataliehg/3366789639)
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