Ônibus rápidos: alternativa contra a mudança climática
Os serviços de ônibus rápidos se estenderam a diferentes cidades da América Latina durante os últimos anos, e até chegaram a se tornar símbolo de algumas delas. Um caso emblemático é o de Curitiba, capital do Paraná, cujo sistema de transporte baseado nos ônibus rápidos é um exemplo de transporte público sustentável famoso em todo o mundo, assim como o Transmilênio, o sistema da capital colombiana de Bogotá, que transporta mais passageiros por hora do que qualquer outro sistema do gênero no mundo.
Na América Latina, o serviço está em funcionamento em Santiago do Chile e no Distrito Federal mexicano, e as capitais Buenos Aires (Argentina) e Lima (Peru) também anunciaram planos para implementá-los.
O que são estes sistemas? Um híbrido entre metrô e ônibus: grandes veículos coletivos com rotas similares à dos metrôs (com menos paradas), um sistema unificado de compra de passagens e estações separadas do trânsito geral. Em relação ao metrô, sua construção é 30 vezes mais barata, e o custo de manutenção é três vezes menor.
Até agora, estes serviços eram vistos principalmente como uma solução para o caótico trânsito das cidades em desenvolvimento. Mas segundo um artigo do New York Times, também poderiam ser uma alternativa para combater a mudança climática.
As emissões de carbono de carros, caminhões, ônibus e outros veículos estão crescendo de forma acelerada na Ásia, África e América Latina. "Enquanto as emissões do setor industrial estão baixando, espera-se que os gases emitidos pelo transporte aumentem cerca de 50% até 2030; e 80% desse aumento ocorrerá nos países em vias de desenvolvimento”, destaca o artigo, recordando a importância de se fechar metas viáveis para a redução de emissões geradas pelo transporte na próxima conferência sobre o clima, em Copenhague. Os sistemas de transporte rápido podem se apresentar como uma alternativa.
O sistema de Bogotá, por exemplo, realiza 1,6 milhões de viagens por dia e substituiu o uso de sete mil ônibus pequenos. Calcula-se que desde sua inauguração, em 2001, ele reduziu em mais de 59% o consumo de combustível e suas respectivas emissões de carbono.
Apesar dos sistemas de ônibus rápidos não serem a solução mais adequada para todas as cidades (em Nova Déli, na Índia, por exemplo, eles não geraram bons resultados), na América Latina eles são um exemplo de sucesso a ser seguido.
Fonte: The New York Times ()
Foto: Transmilênio, o sistema colombiano. ©Stuardo Herrera (Flickr CC)
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