Vídeo impactante exibe o desastre do Golfo… 30 anos atrás
Captura de tela do vídeo da NBC de 1979. Imagen: ©MSNBC.
Enquanto a empresa BP tenta deter o vazamento de 12 a 19 mil barrils diários de petróleo no Golfo do México, uma matéria da MSNBC recorda que a história, infelizmente, se repete.
As imagens de arquivo da rede NBC revelam que um desastre de características similares ocorreu em 1979 – e que as mesmas técnicas ineficientes de contenção continuam sendo utilizadas no acidente de 2010.
A matéria da MSNBC resgata fragmentos de diferentes reportagens de 1979 sobre um derramamento de petróleo submarino ocorrido no Golfo do México. Diferentemente do acidente atual, ocorrido a 1,6 quilômetros da superfície, a plataforma estava a 50 metros de profundidade.
A partir das imagens de 1979, a jornalista Rachel Maddow repassa os métodos de contenção testados e os compara aos atuais. São ações similares que não funcionaram nem naquela época, nem agora.
Exibido antes do anúncio do último fracasso em conter o vazamento, o vídeo de 1979 já adiantava que a injeção de concreto não havia conseguido deter o derramamento; e justamente esta semana, a BP anunciou que a tentativa de selar o vazamento com barro e cimento (o chamado “top kill”) não teve êxito.
O vídeo da MSNBC
Há 31 anos, foram necessários nove meses para se encontrar uma solução: a perfuração de poços alternativos para aliviar a pressão do escape.
Trata-se de uma ação que a BP já estaria iniciando, como informa The New York Times, mas os dois “poços de alívio” só ficarão prontos em agosto.
De acordo com o The Guardian, a próxima tentativa da BP será experimentar um novo tipo de “tampão”, mas as perspectivas sobre sua eficácia não são muito otimistas.
"As companhias petrolíferas sempre falam em como são avançadas tecnologicamente, mas só progrediram na tecnologia de perfurar em profundidades maiores. Elas não se tornaram mais avançadas no manejo dos riscos envolvidos, nem em como deter umn derramamento como este", conclui Maddow.
Um terceiro grande derramamento terá de acontecer para que as companhias petrolíferas aprendam a lição? Só nos resta rezar para que, desta vez, o segundo seja vencido.
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