Abertura do encontro de prefeitos e líderes regionais. Imagem: ©UCLG Congress Journal.
A poucos dias do início da 16ª edição da Conferência das Partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (COP16), que acontecerá de 29 de novembro a 10 de dezembro na cidade de Cancún, México, encontros paralelos já começaram a acontecer.
É o caso da Cúpula Mundial de Líderes Locais e Regionais 2010, que terminou no sábado, 20 de novembro, com a participação de mais de 3.000 prefeitos de cidades em mais de 100 países. O foco das discussões foi o futuro dos espaços urbanos.
Durante o evento, o Chefe de Governo do Distrito Federal mexicano, Marcelo Ebrard, recordou que as cidades são fundamentais para um planejamento sustentável, pedindo que as autoridades da COP16 abram espaço para elas durante as discussões em Cancún.
“É nas cidades que ocorrem mais ações, onde está se estabelecendo mudanças relevantes na mobilidade, nas fontes de energia, na produção manufaturada, na atividade econômica e nas características que definem que tipo de construções e de relação com o meio ambiente teremos no século XXI”, destacou Ebrard em El Economista.
“As cidades necessitam atuar hoje, e já estamos fazendo isso, mas precisamos de apoio e precisamos ir mais rápido; acima de tudo, a comunidade internacional não pode permitir que se perca mais tempo”, acrescentou, em reportagem ao EL Universal.
Diversas fontes indicam que as cidades participantes deste evento pretendem apresentar uma posição conjunta em Cancún, exigindo mais protagonismo e recursos para respaldar as ações que vêm realizando para reduzir a emissão de gases e se preparar para a mudança climática.
Presente no evento, a chanceler mexicana e presidente designada do COP16, Patricia Espinosa, comentou que se comprometeria a levar as conclusões do fórum à cúpula.
Não é novidade que as cidades desempenham um papel fundamental na suavização e adaptação às mudanças climáticas. Elas abrigam 50% da população e são responsáveis por 80% das emissões do carbono. Portanto, além da necessidade de repensar os espaços urbanos, a participação dos governos locais das discussões da COP16 é fundamental.
Infelizmente, este ano o clima não é tão promissor como o que se respirava na COP15 de Copenhague, no ano passado. Já anunciou-se que não se chegará a um acordo vinculante, mas talvez a ausência de pressão propicie mais discussões e avanços por vias alternativas.
Nos próximos dias, continuaremos acompanhando os acontecimentos em torno do evento.
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