COP16: Acordos alternativos e intenção otimista marcam fim da cúpula
O presidente do México, Felipe Calderón, e o primeiro-ministro de Granada, Tillman Thomas, em uma conferência de chefes de Estado. O México lidera esforços para evitar o fracasso da cúpula. ©COP16.
As sessões finais da 16ª edição da Conferência das Partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (COP16) ocorrem em um cenário complexo.
O governo mexicano e a União Europeia estariam propondo acordos alternativos para evitar que a cúpula seja um fracasso. A Índia deu um passo que poderia favorecer o resultado, mas as potências ricas se mostram inflexíveis com Kyoto. Como terminará a COP16?
LEIA MAIS...
Acordos alternativo
Segundo o jornal inglês The Guardian, a Europa e um grupo de ilhas do Pacífico haviam proposto um novo tratado internacional para a redução monitorada de emissões de países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento.
O tratado estaria alinhado com as propostas dos países ricos, de abandonar o Protocolo de Kyoto e seguir em frente sobre as bases do Acordo de Copenhague (ver nota COP16: Negociações da primeira semana, entre Kyoto e Copenhague, o que seria um golpe para os países em desenvolvimento, que pretendem manter o acordo firmado no Japão (já que é legalmente vinculante e favorece estados emergentes).
Por outro lado, o governo mexicano também havia preparado novos textos para apresentar aos negociadores e salvar a conferência do fracasso, como informa a Reuters. Até o momento, o conteúdo desse documento não foi divulgado, mas segundo diversas fontes, o movimento do país anfitrião conseguiu um certo impulso de última hora.
Leve otimismo
O Bangkok Post confirma a tendência, destacando que o movimento do governo mexicano, juntamente com uma declaração da Índia sobre a possibilidade de aceitar um acordo vinculante de redução de emissões, haviam renovado o otimismo em Cancún.
Como os países em desenvolvimento querem que as nações ricas continuem com Kyoto, e estas insistem em que os emergentes se comprometam com reduções vinculantes para só então seguir o acordo, a intenção manifestada pela Índia poderia destravar a negociação.
"Os negociadores climáticos do mundo se aventuraram cautelosamente, na manhã dessa quinta, a conquistar algum avanço”, ressaltou o jornal tailandês. Sem dúvida, o mundo também alimenta esperanças de que algo útil saia da COP16, mas há tantos obstáculos que o resultado ainda é incerto.
Segundo a Reuters, espera-se que as discussões, que deveriam terminar hoje, estendam-se até sábado.
Mais sobre a COP16
COP16: China pode destravar as negociações de Cancún
COP16: começam negociações principais, empresas lideram anúncios
Negociações da primeira semana, entre Kyoto e Copenhague

Comentários