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Livros

08/09/2010

Bibliotecas: a próxima tendência do mundo verde?

Biblioteca-jose-vasconcelos
Biblioteca José Vasconcelos, no México DF.  ©Clinker.

 
Enquanto todo mundo só fala em iPad, Kindle e dos livros digitais, os círculos geeks e verdes estão formando uma nova tendência: a “volta” das bibliotecas.
Há tempos insinua-se que as bibliotecas são mais “verdes” que as novas tecnologias de leitura, já que promovem o compartilhamento de recursos. Mas uma série de fatos, vídeos e artigos que surgiram nas últimas semanas em defesa das bibliotecas parece estar reavivando seu aspecto cool.

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06/11/2009

Livros Digitais: futuro sustentável da leitura?

Durante uma recente convenção em Nova York, o Google anunciou o planejamento de um software de leitura de livros livros por meio do site, além de um serviço para que as editoras possam vender cópias digitais para seus consumidores.

Com o anúncio, a gigante das buscas levantou um tema que ronda as discussões sobre o futuro da leitura sustentável no mundo: os livros digitais.

Cool-e-readers A questão é simples: o uso de toneladas de papel para imprimir diariamente jornais ou para fazer um livro que será lido uma única vez – e mofar na estante - parece não ter futuro; especialmente num mundo onde os recursos estão se esgotando.

Assim, produtos e serviços tentam transferir a leitura para o meio eletrônico.

Trabalhos experimentais incluem o desenvolvimento de páginas eletrônicas individuais (como a utilizada na capa da Esquire no ano passado - http://portalimprensa.com.br/portal/ultimas_noticias/2008/09/09/imprensa22445.shtml e http://www.youtube.com/watch?v=iKS12PMdJ6w).

Ou os e-readers, aparelhos leves e portáteis para baixar livros inteiros, como o Sony Reader ou o Amazon Kindle. (Este último causou muita polêmica quando a empresa lançou também o serviço que oferece vários títulos, além de meios para efetuar o download direto).

Com a entrada do Google neste mercado, a tendência de deslocar  conteúdo gráfico para as telas aumenta. A empresa pretende abrir o mercado a qualquer um que tenha um computador conectado à Internet e não possa comprar o dispendioso Kindle (que armazena cerca de 1.500 livros digitalmente e custa U$ 359 e 489, dependendo da versão).

Este, no entanto, é um ponto contra a sustentabilidade: um dos benefícios do e-reader e do papel digital é que consomem menos energia que a tela convencional. Se lêssemos através do computador, como propõe o Google, consumiríamos mais.

Isso nos leva ao seguinte ponto: os livros digitais são realmente a solução?

Apesar do grande desenvolvimento nos últimos anos, não fica totalmente claro se eles são realmente uma alternativa mais “verde” que o papel.

Reflita: o papel é um produto proveniente de fonte natural ou de material reciclado, que pode ser totalmente reciclado depois de sua utilização. Mas é também um dos principais resíduos gerados pelas pessoas: consumimos muito papel.

Amazon-kindle-2 Por outro lado, se os livros digitais não geram resíduos, eles são visualizados em dispositivos eletrônicos fabricados com peças quase nunca recicláveis, além de precisarem de energia para funcionar.

  Mesmo assim, o papel eletrônico consome muito menos energia que as telas tradicionais de computador, já que sua tecnologia não exige iluminação (backlight).

Muitos fatores interferem na questão. Um estudo realizado pelo Centro KTH de Comunicação Sustentável, em Estocolmo, concluiu que, no caso dos jornais, o melhor é ler na internet se você quiser dar apenas uma olhada geral nas notícias. Para quem leva mais de 30 minutos, o jornal ainda é a escolha mais ecológica.

A tecnologia e as empresas (como Amazon e Google) continuam investindo para trazer revistas e livros para o meio eletrônico. Uma tendência inexorável, tanto pelo aspecto sustentável, quanto pela evolução das comunicações.

Algumas opções para leitura digital:
Google Book Search (books.google.com) – para livros.
Opte pelas versões digitais dos jornais.

Links:
CoolReader, leitor mais barato do que o Kindle (www.coolreaders.com)

Kindle
http://www.amazon.com/dp/B00154JDAI


Sony Reader: www.sonystyle.com/webapp/wcs/stores/servlet/StoreCatalogDisplay?storeId=10151&langId=-1&catalogId=10551&e=1

Fotos: Cool E-Reader. © Coolreaders.com - Divulgação. Kindle 2 - ©   Divulgação Amazon.

06/04/2009

Não basta selo verde, precisamos de Inteligência Ambiental

O aumento da consciência ambiental nos últimos anos trouxe um enorme mercado de produtos chamados “verdes” ou “eco” em todas as áreas. A falta de regras específicas para esta nomenclatura, no entanto, gera grande confusão entre as pessoas, que muitas vezes acreditam estar adquirindo um produto "ecologicamente correto" quando, na verdade, uma alternativa não denominada desta forma pode ser mais sustentável.  

Tapa-inteligencia-ecologica Diante desta situação, o psicólogo e pesquisador Daniel Goleman criou o conceito de "Inteligência Ambiental".

O que é pensar de maneira ecológica? O que devemos levar em conta ao adquirir um produto, pensando não apenas no material com que foi feito, mas em todas as etapas de sua produção?

A prática utilizada para realizar esta análise chama-se "Análise do ciclo de vida do produto", e combina conhecimentos de Engenharia, Química, Biologia e Ecologia para determinar o impacto que cada item gera no meio ambiente.

Considerando todos estes aspectos, pode-se concluir, por exemplo, que comprar verduras de uma quitanda que as adquire de um atacadista, pode ser mais “verde” que queimar combustível para chegar até os produtores locais.

É um tema complexo, mas bastante interessante: o que é melhor? Uma camiseta de algodão orgânico importado de um país distante, ou uma camiseta de algodão normal, produzido em seu país?

Será que a produção e reutilização de uma garrafa de alumínio não é mais limpa que a das garrafas descartáveis?

Goleman estudou algumas destas questões junto ao ecologista industrial Gregory Norris e escreveu o livro "Inteligência Ecológica", publicado em espanhol pela Editora Kairós. (www.editorialkairos.com/es/view/753).


Conhecimento, o primeiro passo

Goleman acredita que a inteligência ecológica deve crescer exponencialmente entre as pessoas no futuro, e que as empresas deverão se adaptar, oferecendo mais informações sobre ações deste tipo.

É claro que ainda não podemos refletir sobre as etapas do processo de produção de cada artigo quando estamos diante das prateleiras do supermercado; mas conhecer este conceito já é um primeiro passo.

Ler os rótulos dos produtos considerados “verdes” e comparar as diferenças em relação aos normais, ou ainda prestar atenção à origem dos produtos e seus componentes também é fundamental. Da mesma forma, é imprescindível buscar conhecimento sobre as questões ambientais, seja na mídia ou em blogs relacionados.

Saiba mais sobre Inteligência Ecológica:

Livro “Inteligencia Ecológica” - Editorial Kairós. (Em espanhol - www.editorialkairos.com/es/view/753/)

Site oficial de Daniel Goleman (em Inglês - www.danielgoleman.info)

Fontes: Huffington Post (www.huffingtonpost.com/dan-goleman/ecological-intelligence_b_192437.html)

More Than Sound -(www.morethansound.net/ecological-intelligence.php). 

Foto: Capa do livro “Inteligencia ecológica”. ©More than sound (divulgação).

06/01/2009

Campanha pretende incluir a palavra “sostenibilidad” no dicionário espanhol

Sustentabilidade é uma palavra muito significativa, que pessoas ligadas ao meio ambiente utilizam com bastante frequência. Há alguns meses, no entanto, o arquiteto Ignasi Pérez notou, durante uma apresentação de Pecha Kucha em Barcelona, um detalhe muito importante: a palavra sustentabilidade (sostenibilidad, em espanhol) não é um verbete do dicionário da Real Academia Española (RAE).
(http://www.treehugger.com/files/2009/02/sustainability-does-not-yet-exist-in-spanish.php)

Uma consulta à instituição confirmou que a palavra “sustentável” aparece no dicionário com um significado próprio e que seu substantivo derivado é o termo “sustentabilidade”. No entanto, a RAE ressaltou que “nem todos os derivados morfologicamente possíveis, cujo sentido é facilmente deduzido da palavra base, aparecem nos dicionários gerais”. Isso confirma o fato de que, mesmo existindo, a palavra “sostenibilidad” não está no dicionário.

A partir de então, um grupo de espanhóis deu início à campanha “Sustentabilidade no dicionário” (Sostenebilidad al diccionario), que solicita que os falantes do espanhol proponham definições para essa palavra, com a intenção de que a mesma seja inclusa no dicionário.

“Entendemos que nem todas as palavras precisam ser incluídas no dicionário, mas também acreditamos que todas as palavras são iguais. ‘Sostenibilidad’ é um termo muito importante na atualidade para não ter uma definição. Temos certeza de que se ‘equidad’, ‘integridad’ e ‘responsabilidad (equidade, integridade e responsabilidade)’ têm seu lugar nos dicionários da Academia, ‘sostenibilidad’ também precisa ocupar seu espaço”, dizem os promotores da campanha no site da mesma.

Além da inclusão, os seguidores da campanha também acham que o significado da palavra precisa se adequar aos dias de hoje, pois “sustentável” é simplesmente “um processo que pode se manter sozinho, como quando ocorre, por exemplo, um desenvolvimento econômico sem ajuda exterior”. Mas nesse momento “sustentabilidade” tem um significado muito mais amplo, e abrange tanto o meio ambiente quando a economia e a política.

Sostenibilidad-al-diccionario


“Agora que estamos imersos nesse período de mudanças, é o momento de refletir sobre a acepção de um termo que de representar o caminho a seguir”, afirmam.
Para participar da campanha é só entrar no site www.sostenibilidadaldiccionario.com e enviar um significado que acredita ser correto. Também é possível ter acesso às outras definições enviadas. (http://www.sostenibilidadaldiccionario.com/definiciones.php) Existe, ainda, uma seção na qual podem ser enviadas imagens que demonstrem o significado de forma visual. (http://www.sostenibilidadaldiccionario.com/inspiracion.php)

About the Authors (Planet Green)

  • Sobre os autores
    Paula Alvarado
    Paula Alvarado é jornalista e vive em Buenos Aires, Argentina. Desde que começou a colaborar com TreeHugger.com em 2005...

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