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10.02.2012

Twitter se rende à censura

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Twitter se rende à censura

Por Alyssa Danigelis

A rede social Twitter está entre a cruz e a espada em países onde há liberdade de expressão nem sempre existe. De um lado, a diretoria do Twitter não quer que o site seja inteiramente banido desses países. De outro, o que um governo ditatorial pretende fazer com uma rede social que ajuda a incitar a dissidência civil? A resposta: proibi-la. Mas isso não é bom para o negócio.


Por isso, o site que ajudou a fomentar a Primavera Árabe no ano passado e a divulgar por algum tempo os protestos iranianos em 2009 acaba de anunciar que vai começar a dançar com o demônio da censura. No passado, se um tuíte tivesse que ser removido do site por razões legais – em geral, infrações às leis de direitos autorais – ele era apagado em todo o mundo. Agora, o tuíte pode ser removido de um país e ainda ser visto pelos usuários do Twitter em outros.

 "À medida que continuamos a crescer internacionalmente, entraremos em países com ideias diferentes sobre as fronteiras da liberdade de expressão. Alguns divergem tanto de nossas ideias que não conseguiríamos existir ali”, explica o comunicado do Twitter.

Sempre que um tuíte é censurado, a empresa afirma que notificará a pessoa que o escreveu e descreverá a remoção em uma seção específica do Twitter no site ChillingEffects.org.

Uma rápida olhada nos posts do Twitter no ChillingEffects.org mostra uma longa lista de reclamações sobre tuítes que direcionam os seguidores para sites que baixam filmes, músicas e outros produtos de entretenimento ilegalmente. Veremos que tipo de queixas vão aparecer agora.

Quando as revoluções são uma possibilidade, o Twitter se torna um alvo óbvio para os que estão no poder. Foi proibido na China, e embora existam outros exemplos, era apenas um dos muitos sites indisponíveis quando o governo do Egito derrubou a internet há um ano.

Isso me faz pensar em quais países estão na mira da empresa com esta nova política. O Wall Street Journal teceu especulações sobre a China, o New York Times se concentrou na África, enquanto o Financial Times destacou que o Twitter estaria de olho na Europa Ocidental, América Latina e Coreia do Sul.

Teremos que esperar pelos tuítes censurados para descobrir.

Foto: Scott Beale, Laughing Squid.

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