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Uma única árvore pode fazer a diferença

InsertadoporDiscovery Brasilem agosto 03, 2011

Os movimentos em defesa do meio ambiente estão em voga. Temas como aquecimento global ou desenvolvimento sustentável são discutidos com frequência em programas de rádio e televisão, são mote de conferências ao redor do mundo e preocupam governos e grandes organizações internacionais.

 

Entretanto, há muito tempo existem pessoas preocupadas com as questões ambientais e que concentraram suas ações na melhoria da nossa qualidade de vida, tentando equilibrar a interação entre o ser humano e o planeta. Hoje compartilharei com vocês a história de uma grande mulher, que teve que lutar não só pelo meio ambiente, mas também contra a política e as distorções culturais de seu país.

 

Wangari Maathai, nascida em 1940, é originária do Quênia, um país onde a mulher ocupa uma posição muito inferior na sociedade, e onde desenvolvimento sempre implica o sacrifício do meio ambiente.

 

Wangari teve que deixar o Quênia para estudar Biologia, carreira acadêmica que iniciou nos Estados Unidos, onde obteve um título de mestrado. De volta a seu país de origem, ela continuou os estudos e concluiu o primeiro doutorado (em medicina veterinária) concedido a uma mulher da África Oriental.

 

Uma vez, Wangari disse: “plantar uma árvore encerra uma mensagem muito clara: com esse ato simples, você pode melhorar seu habitat. A população se conscientiza de que pode influenciar seu entorno, e este é o primeiro passo para uma maior participação na vida em sociedade”.  Esse foi sempre o foco de suas ações, melhorar a qualidade de vida, e portanto, o ambiente em que vivemos, sobretudo, o das mulheres quenianas.

 

Wangari fundou o Movimento Cinturão Verde (1977), uma organização responsável pela plantação de mais de 30 milhões de árvores em todo o Quênia para evitar a erosão do solo. Os viveiros do Cinturão Verde são uma importante fonte de trabalho para mulheres camponesas que conseguiram reivindicar seus direitos, preservando também o meio ambiente.

 

Todas essas atividades encheram Wangari (e muitos outros) de satisfação, mas também trouxeram inúmeros problemas com alguns governos do Quênia, que chegaram a levá-la à prisão.

 

Em 1989, ela salvou praticamente sozinha o parque Uhuru, interrompendo a construção de um complexo urbanístico associado ao governo na época.

 

"Suas singulares formas de atuar contribuíram para chamar a atenção para a opressão política, nacional e internacionalmente. Ela foi uma fonte de inspiração para muitos na luta pelos direitos democráticos, e encorajou especialmente as mulheres a melhorar sua situação". Assim foi descrita nossa heroína ao receber o Prêmio Nobel da Paz em 2004.

 

 

As mulheres serão esquecidas se esquecerem de pensar em si mesmas

InsertadoporDiscovery Brasilem julho 26, 2011

A mulher desempenhou numerosos papéis, que foram evoluindo com o passar do tempo. Por numerosos fatores sociais, políticos, culturais e até econômicos, os direitos e liberdades da mulher nem sempre foram como os conhecemos. Desde a antiga Grécia, onde eram consideradas meros objetos de reprodução, até nossos dias, a condição feminina tem enfrentando grandes obstáculos. Mas não esteve sozinha: numerosas instituições e pessoas dedicaram sua vida à proteção e reivindicação dos direitos da mulher na sociedade, e hoje falaremos de uma dessas pessoas.

 

Louise Otto-Peters (1819-1895) foi uma escritora alemã, ativista de movimentos pelos direitos da mulher. Filha de um bem-sucedido advogado e instruída por tutores particulares, Louise dedicou sua vida a trabalhar pelas mulheres que não tinham acesso aos privilégios de que desfrutava, limitadas por sua condição social ou econômica.

 

Seus pais morreram quando ela era muito jovem, o que a obrigou a buscar meios de se sustentar. A pena e o papel foram seus aliados, e ela começou a escrever múltiplas novelas, histórias curtas e artigos sobre política. Naquela época, na Alemanha, como em muitas outras partes do mundo, as mulheres eram subordinadas, em maior ou menor medida, ao homem, nas áreas política, educacional, de saúde, etc.

 

Inspirada pelas ideias da Revolução Industrial, fundou na Alemanha um jornal chamado Notícias de Mulheres, cuja meta era o “recrutamento de cidadãs para a causa da liberdade”. Ao ler estas linhas sob a perspectiva atual, podemos não notar a grandeza dos atos de Louise, mas se as analisarmos sob a ótica da Alemanha do século 17, a coisa muda de figura: um homem podia trabalhar, conquistar altos cargos políticos, exercer o direito de sufrágio, enquanto os direitos da mulher se restringiam ao estritamente necessário para sua sobrevivência.

 

Notícias de Mulheres foi fechado, pois o governo alemão aprovou uma lei que proibia periódicos publicados por mulheres. Louise se retirou um pouco da política, mas a semente gerou frutos e círculos femininos começaram a se formar em toda a Alemanha. De volta à atividade, nossa protagonista foi co-fundadora da União Geral de Mulheres Alemãs, uma organização que lutava pelos direitos da mulher no trabalho.

 

A União foi formada em 1866, e dez anos depois, tinha cerca de 11.000 membros. Em seguida, Louise fundou a Aliança de Mulheres Organizadas, que funcionou como uma organização “guarda-chuva” para muitas outras que estavam em formação e lutavam pela abertura de oportunidades de educação para mulheres.

 

 

Para entender nosso presente e futuro, devemos conhecer nosso passado. Louise Otto-Peters foi uma das muitas mulheres que lutou pela igualdade de direitos entre homens e mulheres, vigentes em muitos países do mundo atual. Ela ainda serve de inspiração para as ativistas que trabalham em locais onde esse avanço ainda não ocorreu.

 

O poder da mudança sempre está em nossas mãos. “As mulheres serão esquecidas se esquecerem de pensar em si mesmas” - Louise Otto-Peters.

 

 

Em nosso continente, reinam as mulheres inspiradoras

InsertadoporDiscovery Brasilem julho 18, 2011

Um dia desses, revisando os papéis da universidade, topei com algumas anotações do curso de Direitos Humanos. Fuçando neles, encontrei a biografia de uma grande mulher, líder indígena, defensora incansável dos direitos e da liberdade, ganhadora do prêmio Nobel e Embaixadora da Boa Vontade da Unesco. Sem dúvida, uma personalidade.

 

O nome dela é Rigoberta Menchú, guatemalteca, filha de indígenas da tribo Queché-Maya. Muito pode ser dito sobre uma pessoa como ela, no entanto, poucos conhecem seu nome - alguns até ouviram seu sobrenome em alguma música de Ricardo Arjona, sem saber realmente de quem se tratava.

 

Desde jovem, ela teve de enfrentar dificuldades. Sua família foi morta de forma violenta pelo exército guatemalteco, o que a obrigou a se refugiar no México. A partir daí, ela coordenou seu trabalho de reivindicação dos direitos e da liberdade indígena.

 

Acho que o que mais me impressionou na primeira vez em que li sua biografia, foi que Rigoberta Menchú não saiu de Harvard, nem de Oxford, não tinha poder econômico, nem político, era simplesmente uma pessoa que tinha objetivos muito claros em mente e que, com sua perseverança, conseguiu coisas que muitos disseram que seriam impossíveis para uma mulher como ela.

 

Histórias como a dela nos fazem refletir sobre como podemos ser grandes se tivermos fé em nós mesmos, em nossos projetos, em nossas crenças.

 

Não poderia concluir esse post sem citar uma de minhas frases preferidas da Rigoberta: “Uma mulher com imaginação é uma mulher que sabe projetar não só a vida de uma família, de uma sociedade, mas também o futuro de um milênio”.

 

O amor é mais que um sentimento, é uma decisão

InsertadoporDiscovery Brasilem julho 11, 2011

Hoje trago uma história que pode ser aplicada a qualquer um dos membros de um casal. Leia, é uma boa aprendizagem.

 

“Uma mulher casada foi visitar um sábio conselheiro e lhe disse que já não amava seu marido e que queria se separar. O sábio a escutou, olhou-a nos olhos e disse somente uma coisa: ‘AME-O’. Depois ficou quieto. ‘Mas já não sinto nada por ele’, respondeu a mulher. ‘AME-O’, disse novamente o sábio diante do desconcerto da esposa. Depois de um silêncio oportuno, disse mais: ‘O amor é uma decisão, não um sentimento. É dedicação e entrega. Amar é um verbo, e o fruto dessa ação é o amor. O amor é como um trabalho de jardinagem. Arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide. Esteja preparada porque haverá pragas, secas ou temporais, mas nem por isso abandone seu jardim. Ame seu parceiro, ou seja, aceite-o e respeite-o, dê a ele afeto e ternura, admire-o, compreenda-o... É só isso. AME-O e verá que o AMOR nunca acabou, só dormiu na rotina... ’”.

 

É possível que, ao ler a história, você tenha se lembrado de estar em uma situação parecida. Quantas vezes você já se sentiu cansada, chateada e até mesmo ficou em dúvida quanto ao que sentia? Cuidado, isso também pode acontecer com o seu parceiro. Lembre-se de que muitas vezes a rotina nos prega peças.

 

Então ame-o, cuide dele, respeite-o, aceite-o e você perceberá que o amor nunca acabou.

 

Amar é uma decisão!

 

A vida é um carnaval

InsertadoporDiscovery Brasilem julho 11, 2011

“Todo aquele que pensa que a vida é desigual, deve saber que não é assim. A vida é uma beleza, é preciso vivê-la”... sempre me emociono ao ver a cantora cubana Celia Cruz cantando essa música. Quando ela a escreveu, em 1998, tinha 73 anos, e estava muito apaixonada pela vida para escrever palavras tão inspiradoras!

 

Às vezes sentimos que a vida é dura com a gente: muito trabalho, muito esforço, muitas responsabilidades, e deixamos que todo esse peso se acumule em nossas costas. Ficamos desanimados, tristes, com mau humor e, sem perceber, acabamos carregados de uma energia negativa que é transmitida às pessoas ao nosso redor.

 

Assim começa a epidemia. Todos se contagiam por essa energia negativa que transmitimos e acabam, por sua vez, contagiando outras pessoas, numa sequência que só acaba se decidirmos fazer isso.

 

A maneira como enfrentamos as situações da vida é uma decisão nossa, de mais ninguém. Diante de cada situação negativa devemos decidir se vamos chorar e nos lamentar porque a vida é cruel, ou se vamos avaliar a situação e tirar dela algum aprendizado.

 

Lembre-se de que quando uma porta se fecha, outra se abre. A vida é fonte infinita de oportunidades e inspiração, mas às vezes nos negamos a enxergar toda essa maravilha porque nossos olhos estão cegos pelos problemas.

 

É preciso manter o ânimo lá em cima, porque “A vida é uma beleza e é preciso vivê-la”!

 

 

A primeira mulher da Sorbonne

InsertadoporDiscovery Brasilem junho 27, 2011

Talvez vocês já tenham ouvido falar do casal Curie e de suas descobertas na área de radiação. Mas sabiam que Marie Curie foi a primeira mulher a dar aulas na Universidade de Sorbonne, em Paris, e também a primeira a receber dois prêmios Nobel em diferentes campos do conhecimento?

 

Marie Skodowska, seu nome de solteira, nasceu no ano de 1867 na Polônia, filha de um professor de física e matemática e de uma pianista e cantora. Desde pequena, Marie mostrou grande interesse por livros e pelo conhecimento, e aos quatro anos, já sabia ler com perfeição.

 

Graças à sua excelente memória e dedicação, Marie sempre foi uma aluna excepcional. Em 1891, foi para a França estudar matemática e ciências naturais na Universidade de Sorbonne. Ali ela conheceria seu marido, Pierre Curie, que a apoiou em todas as suas pesquisas até sua morte, em 1906. Tiveram duas filhas, Irene e Eve.

 

Entre suas várias conquistas, o casal Curie descobriu as propriedades radioativas do rádio e do polônio, elemento batizado por Marie em homenagem à sua Polônia natal.

 

Marie nunca se deteve diante dos obstáculos. Formou-se em Física e depois em Matemática. Posteriormente, seu marido a incentivou a continuar os estudos, tendo o doutorado como próxima meta. A única mulher a obter tal título acadêmico na época foi a alemã Elsa Neumann, de quem certamente falarei em outro artigo.

 

Com a tese “Investigações sobre as substâncias radioativas”, Marie obteve o doutorado com honras.

 

Quando Pierre faleceu, Marie assumiu sua cátedra na Sorbonne, sendo a primeira mulher a ministrar aulas na universidade. Marie assumiu a responsabilidade sob grande expectativa, e muitas pessoas assistiram à sua primeira aula, incluindo professores, alunos e até ouvintes de outras universidades.

 

No mesmo ano do doutorado, em 1903, Marie Curie foi a primeira mulher a receber o Nobel de Física. Sete anos depois, recebeu também o Nobel de Química, tornando-se a primeira mulher a receber  o prêmio em dois campos de estudo distintos.

 

Graças a seu empenho, amor e dedicação, conhecemos a radiação, seus efeitos e a máquina de raio X. Suas descobertas proporcionaram uma infinidade de avanços nos campos da ciência e da saúde, pavimentando o caminho para a física nuclear e os tratamentos contra o câncer.

 

Marie morreu por suas descobertas. Devido à grande exposição à radioatividade, perdeu a visão e desenvolveu um tipo de anemia que acabaria com sua vida em 1934. Sua filha Irene seguiu seus passos e ganhou o Nobel de Química em 1935, pela descoberta da radioatividade artificial. Eve formou-se em Comunicação Social.

 

Despeço-me, como sempre, com uma frase dessa mulher extraordinária: “A vida não é fácil para nenhum de nós. Mas... que importa? É preciso perseverar e, sobretudo, ter confiança em si mesmo. É preciso se sentir capaz de realizar alguma coisa e tentar alcançá-la, custe o que custar”.

 

Conquistando corações com a improvisação

InsertadoporDiscovery Brasilem junho 21, 2011

Devo confessar que a primeira vez que escutei o nome de Gabriela Montero foi no ano passado, durante a posse do presidente americano Barack Obama. Ela me chamou a atenção por ser latina e venezuelana. Sempre fico muito feliz quando uma compatriota se destaca no exterior, independentemente de sua área de atuação.

 

Mas depois percebi que Gabriela Montero não era uma pianista qualquer, já que derrubou paradigmas com sua forma de tocar piano: ela improvisa música clássica. Isso não é algo que se veja com frequência, e quis saber mais sobre sua vida e seu estilo.

 

Gabriela Montero começou a tocar piano quando ainda era bebê, e fez sua primeira apresentação pública com apenas cinco anos de idade. No entanto, a razão para escolhê-la como uma mulher inspiradora não é sua capacidade de tocar piano (coisa que aprendeu com um pianinho de brinquedo, só de ouvido), nem por ter começado tão jovem, mas sim a forma de tocá-lo, a capacidade de transformar uma melodia de Haydn no tema de Guerra nas Estrelas.

 

Fazer improvisações no rock, blues, jazz, salsa ou qualquer outro gênero musical não tem nada de novo, mas fazê-lo em um ambiente tão conservador como o da música clássica desperta, sem dúvida, muitos olhares de desaprovação e muitas negativas, obstáculos que Gabriela enfrentou ao longo de toda a sua carreira.

 

“Segundo meus pais — e isso está gravado— com dois ou três anos, eu já improvisava. Sempre fez parte de mim. Pensei que todo mundo improvisava e há poucos anos me dei conta que não era assim. Quando criança sempre o fazia, e depois, quando estudei em Miami — com uma professora que me prejudicou muito — parei de improvisar, porque ela não achava nada de especial ou válido nisso”, afirmou em uma entrevista.

 

Felizmente, Gabriela não se deixou abater pelas opiniões contrárias, e graças ao apoio de uma boa amiga, Martha Argerich, a pianista se lançou de novo nos braços da improvisação. A partir daí, ela nos presenteou com concertos inesquecíveis, criações fantásticas que lhe renderam diversos prêmios em todo o mundo.

 

Para Gabriela, “o que acontece quando improviso é fantástico. Você não sabe qual é a sensação de ver 3.000 pessoas cantando uma melodia sobre a qual posso improvisar: acontece um momento mágico, que é minha energia para seguir em frente”.

 

Às vezes, deixamos nossas paixões serem apagadas pelo que os outros dizem. Deixamos de fazer o que mais gostamos, o que mais nos inspira, e sentimos muita falta disso. Não deixe de viver esse “momento mágico”. Lute pelo que você acredita, desfrute de tudo o que faz.

 

 

Campeoníssima

InsertadoporDiscovery Brasilem junho 13, 2011

O nome de Jeannie Longo lhe é familiar? Talvez seja para os aficionados por esportes, já que Longo é uma grande ciclista – e uma mulher digna de admiração. Ela já ganhou quatro medalhas olímpicas, treze títulos mundiais, bateu 38 recordes mundiais e venceu uma infinidade de torneios em sua terra natal, a França. E tudo isso, aos 52 anos!

 

Geralmente, estamos acostumados a ver grandes atletas arrebatarem um número impressionante de títulos no auge da juventude. Uma das coisas que mais me encanta em Jeannie Longo é o fato de ter apenas oito anos a mais do que minha mãe. Pode parecer muito tempo, mas no meio esportivo, a “vida de atleta” é curta, e aposentar-se entre os 30 e 35 anos é normal – algumas modalidades, os atletas “penduram as chuteiras” bem antes.

 

E o mais incrível é que ela não só continua competindo, como ganhou seu último título no ano passado. Jeannie ganhou em junho de 2010 seu terceiro título consecutivo na prova contra o relógio do campeonato francês.

 

Qual é o seu segredo? Porque há dias em que acordamos sem vontade de fazer nada, e no entanto, essa senhora se levanta e ganha um campeonato nacional… como ela consegue?

 

Segundo a própria ciclista, ela cuida bastante da alimentação e é uma seguidora fervorosa dos produtos orgânicos. Presta atenção a tudo o que come e bebe, mas também conta com os genes fortes e longevos de sua família: seus pais praticaram esportes até depois dos 80 anos.

 

Ao escutar histórias como as de Jeannie, não consigo segurar o riso quando ouço um amigo dizendo que chegou “morto” porque o elevador quebrou e ele teve que subir as escadas, ou que não tem forças depois de passar um dia cuidando dos filhos. Será que estamos ficando velhos rápido demais? Ou continuamos nos enganando com a desculpa de não termos tempo  para fazer uma caminhada?

 

Que delícia chegar à idade de Jeannie com tanta energia. Mexa-se!

 

 

Quando três é demais

InsertadoporDiscovery Brasilem junho 06, 2011

Um relacionamento afetivo se baseia no amor, na compreensão, na lealdade e na confiança no outro.  Mas o que acontece quando um terceiro aparece?

 

A infidelidade é bastante comum em nossa sociedade. Geralmente, é melhor aceita quando cometida pelo homem, mas malvista quando quem trai é a mulher. Tenho atendido cada vez mais casais que viveram uma situação do tipo, com dois resultados possíveis: a separação ou a superação.

 

Mas o que faz com que se tenha mais interesse por outra pessoa do que no próprio parceiro ou parceira? As causas da infidelidade são muitas e variam de pessoa para pessoa: questões mal resolvidas, tédio, rotina, sentir-se ignorado, tudo isso pode levar a procurar atenção “fora de casa”.

 

Se você está pensando em fazer isso, segure-se. Ser infiel é ferir profundamente o outro, um ferida que pode levar muito tempo para cicatrizar e talvez nunca se cure completamente.

 

Às vezes, você pode sentir a necessidade de ser mimado, especialmente se o outro não perceber suas tentativas de chamar a atenção. Talvez precise ser ouvido e até se sinta pouco amado. Se esse é o caso, converse com seu cônjuge sobre o problema. Nesses momentos de “guarda baixa”, outra pessoa pode aparecer e proporcionar um mínimo de atenção, provocando um “escorregão”.

 

Separar ou superar


Uma vez que a traição tenha acontecido, as coisas se complicam: existem apenas dois resultados possíveis, e nenhum deles é fácil.

 

A primeira coisa que se perde na infidelidade é a confiança, o que, a meu ver, é a base fundamental de todo relacionamento. Um casamento sem confiança mútua é como um grande edifício sem fundações sólidas, que pode vir abaixo por qualquer motivo.

 

Ambos devem decidir se querem continuar juntos, o que exigirá tempo – já que é uma ferida que não irá sarar da noite para o dia –  ou então seguir caminhos separados.

 

Como dizia a Marquesa de Sevigné, escritora francesa, “as infidelidades são perdoadas, jamais esquecidas”. Sempre valerá a pena colocar na balança o que é mais precioso para o casal, o que deu origem à união, o que faz seus corações baterem mais forte.

 

E lembre-se: a comunicação é o oxigênio e a inspiração de qualquer relacionamento. Não espere até que seja tarde demais: fale com seu parceiro!

 

Perfume para uma ocasião especial

InsertadoporDiscovery Brasilem maio 23, 2011

Você já reservou algo para uma “ocasião especial”? Um vestido, um perfume, uma louça?  Eu já fiz isso, pensando que valeria a pena estrear essas coisas apenas quando chegasse essa ocasião especial.

 

No entanto, nenhuma ocasião era “suficientemente boa” para isso; a louça acabou guardada em sua caixa, o perfume já não tinha o mesmo odor e o vestido já não me caía muito bem.

 

Depois de alguns anos, percebi que estava esperando que algo extraordinário acontecesse e não estava apreciando toda a beleza da vida: as pequenas coisas que acontecem todos os dias, às quais esquecemos de agradecer.

 

Não é necessário esperar uma ocasião “especial” para se tomar um bom vinho ou desfrutar de um perfume delicioso. A decisão é nossa, a vida é uma só, e a verdade é que a única coisa que levaremos deste mundo serão nossas experiências.

 

Reserve algum tempo para refletir sobre as pessoas que vivem ao seu redor, sua família e amigos. Aprecie sua companhia no dia de hoje, pois não sabemos o que o amanhã nos reserva.

 

Cada dia, cada experiência, cada sentimento é um presente, e cada minuto que passa é uma ocasião especial. Não tenha medo de se lançar no redemoinho das coisas que se apresentam todos os dias.

 

Viva intensamente, ria com vontade, ame apaixonadamente, e quando chegar o momento de partir, você não se arrependerá de nada!

 

Inspire-se e seja feliz em cada instante que a vida oferece.