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Mais dúvidas femininas sobre sexo

InsertadoporDiscovery Brasilem maio 11, 2012

As mulheres sempre assumem a dianteira quando o assunto é sexualidade, e isso se reflete nas dúvidas que enviam a este blog e outros espaços em que atuo. Como de costume, duas vezes ao mês, respondo às perguntas e inquietudes mais frequentes.

 

Gostaria de saber se faz mal praticar sexo diariamente.

 

A atividade sexual frequente (por exemplo, uma vez ao dia) geralmente é saudável, sempre que for de boa qualidade e atenda a suas expectativas. O desejo de manter relações sexuais diárias não é ruim, desde que existam formas satisfatórias de canalizar esse desejo (por exemplo, praticando a masturbação ou mantendo relações sexuais com uma pessoa por quem sinta atração). No entanto, se este desejo sexual ativo for, na verdade, “hiperativo”, ou seja, uma obsessão, então é preciso procurar orientação e tratamento. Em algumas ocasiões dentro do relacionamento de um casal, o desejo exacerbado pode causar conflitos se os ritmos sexuais do casal forem diferentes – a chamada disritmia sexual. A pessoa que sente menos desejo costuma criticar o parceiro, fazendo com que sinta que sua necessidade é excessiva.

 

Tenho 22 anos e tive um namorado durante quase cinco anos. Acabamos nos separando por vários motivos, mas o principal era a falta de intimidade no relacionamento. Fiz de tudo para isso melhorar, mas não suportei mais a situação. Agora, conheci outro homem e me sinto mais desejada. Ainda não mantivemos relações sexuais, mas passamos alguns momentos sozinhos. Sinto-me tão atraída por ele que comecei a me tocar. Nunca tinha passado por isso, e quando me toco, descobri algo em meu corpo que me faz sentir envergonhada: quando sinto muito prazer, eu ejaculo. Ou seja, expulso um líquido parecido com urina, que é transparente. Agora, só de pensar que isso possa acontecer na frente de outra pessoa, sinto medo de ser rejeitada. Isso é bom ou mau?

 

É curioso, algumas mulheres me escrevem porque não têm ejaculação feminina e me perguntam se isso é normal. Você me diz que sente vergonha por reagir assim e se sente “anormal”. É impressionante como um mesmo evento sexual pode produzir reações tão diversas. Pois saiba que muitas mulheres ejaculam, ou seja, expelem um líquido - que não é urina - pela uretra. Há diferentes estatísticas, e algumas chegam a garantir que 75% das mulheres ejaculam, ainda que a maioria não perceba.  Meu conselho é que aceite esta reação como algo positivo, algo que indica o grande prazer que você sente nesta fase da vida. Seu parceiro certamente verá dessa maneira.

 

Com que idade é aconselhável começar a vida sexual?

 

Não posso determinar uma idade precisa, já que há outros aspectos a considerar para a iniciação sexual. A princípio, é preciso que exista um certo nível de desenvolvimento físico, ou seja, o corpo deve ter uma estrutura adulta. Cada homem e cada mulher têm uma evolução diferente, que depende da genética, da raça, da alimentação e do estilo de vida, entre outros fatores. Por outro lado, também é necessário ter alcançado uma certa maturidade psicológica, que permita a escolha do momento adequado e da pessoa indicada, e também a capacidade de dizer “não” quando as condições não forem apropriadas.

 

Por fim, mais duas coisas: você deve sentir um desejo sincero de ter sua primeira vez, além de tomar os devidos cuidados para evitar consequências indesejáveis.

 

Tenho 28 anos e tive relações muito jovens, mas nunca tive orgasmos múltiplos. Quando estou com alguém, quase sempre acabo antes, e chego ao clímax apenas uma vez. Raramente consigo sentir prazer duas vezes na mesma relação.Também tenho muita dificuldade de ficar excitada. Preciso de orientação urgente, não sei o que está acontecendo comigo.

 

A preocupação com o orgasmo talvez seja a mais comum entre as mulheres. No blog, você encontrará muitas informações sobre o assunto. Em geral, atingir o orgasmo é uma coisa natural e espontânea para os homens, enquanto que para as mulheres é um verdadeiro aprendizado. Por isso, mais do que dicas ou fórmulas, você precisa de informações sólidas. Também é preciso começar a explorar as zonas erógenas – especialmente o clitóris –, e sobretudo, relaxar na hora do encontro íntimo, evitando se estressar sem necessidade. Além disso, lembre-se de que ter orgasmos múltiplos não é um imperativo. A maioria das mulheres sente-se satisfeita com apenas um.

 

Tenho 27 anos e sou casada há quase dois anos. Dois meses depois de nos casarmos, meu marido deixou de ter relações frequentes comigo. Expressei minha preocupação e ele me disse que estava deprimido porque não conseguia encontrar trabalho. Agora, só temos relações a cada três meses ou mais. Quando digo que o sexo é importante para mim, ele se aborrece e me diz que só me casei com ele por isso. Estou desesperada por que ele não entende que é uma necessidade minha.

 

É comum que os homens percam o desejo sexual quando se sentem improdutivos – seja por estarem desempregados ou por terem um salário que consideram baixo. Mas também encontram uma boa desculpa ou justificativa quando os motivos são outros. Inclusive, a própria pressão que você exerce com seus comentários – que também são produto de seu desespero, sobretudo se assumem um tom de crítica ou reprovação – podem ser parte do problema. E seu parceiro, em vez de resolvê-lo, o evita.

 

Considerando que há muitas causas para a perda do desejo (confira o artigo Homens sem desejo), é aconselhável consultar um especialista em sexologia. Durante algum tempo, sugiro que você não toque no assunto com seu marido, tire umas “férias”. E se surgir o momento propício, converse com ele sob uma perspectiva positiva. Diga que você o ama muito, que precisa de seu carinho e que estaria disposta a acompanhá-lo em uma consulta. Se ele não aceitar em um primeiro momento, você pode ir sozinha. Isso a ajudará a controlar a ansiedade e ter uma nova perspectiva sobre o problema.

A falta de lubrificação vaginal

InsertadoporDiscovery Brasilem maio 11, 2012

A lubrificação e a dilatação vaginal constituem duas manifestações genitais da excitação sexual feminina. Quando a dificuldade na lubrificação vaginal é gerada por uma causa psicológica e/ou médica, a penetração é pouco prazerosa e até dolorosa. O transtorno da excitação sexual feminina consiste precisamente nessa dificuldade, sempre que ocorrer em uma porcentagem significativa das relações sexuais (ao menos, uma em cada quatro) e durante um período mínimo de seis meses.

 

Para ilustrar esta preocupação, comum a muitas mulheres, selecionei alguns depoimentos enviados a este blog.

 

Tenho 20 anos, minha vida sexual começou há quatro anos e estou namorando há cinco. Quando temos relações, não sinto nada: não me excito e praticamente não tenho lubrificação. O que posso fazer para resolver este problema?

 

Como posso controlar a secura vaginal?

 

Tenho 19 anos e tenho relações há mais de um ano. Após cinco meses de namoro, eu e meu namorado perdemos a virgindade juntos, mas há dois meses não tenho vontade de ter relações sexuais. Ainda assim, continuo a transar com ele, como se fosse uma obrigação. Mas quando temos relações, sinto muita dor no estômago e no útero. Também não tenho boa lubrificação, minha vagina fica muito ressecada e dolorida. Temos que parar, e então ele se masturba até terminar. O que devo fazer?

 

Em geral, pensamos que esse tipo de problema só ocorre depois de certa idade, ou durante a menopausa, com todas as alterações hormonais típicas dessa fase. No entanto, estes depoimentos são de mulheres jovens.

 

Nas mulheres que passam pela fase de pós-menopausa, grande parte do transtorno de excitação sexual se deve a fatores médicos. A terapia de reposição hormonal é uma opção terapêutica, que deve ser discutida e orientada por um especialista.

 

No entanto, entre mulheres mais jovens, é bem provável que o problema se deva a problemas psicológicos, desarmonia entre o casal ou estimulação sexual inadequada. Muitos fatores podem interferir na lubrificação vaginal: a ansiedade em relação ao rendimento sexual, o medo de sentir dor, de uma gravidez indesejada ou de contrair doenças sexualmente transmissíveis, poucas preliminares, brigas de casal, entre outros. De qualquer forma, é importante fazer exames médicos para descartar causas orgânicas, como alterações hormonais, efeitos colaterais de medicamentos e infecções vaginais.

 

O tratamento pode contemplar diferentes alternativas. Além da terapia de reposição hormonal já mencionada, exercícios de relaxamento, variações de tempo e de qualidade do estímulo sexual, antibióticos, medicamentos antiansiolíticos e lubrificantes íntimos solúveis em água são as intervenções mais comuns.

Os homens não são máquinas sexuais

InsertadoporDiscovery Brasilem maio 03, 2012

Apesar de todas as nossas preocupações e de todas as informações disponíveis, ainda nos deparamos com mitos sobre o comportamento sexual masculino. Acabar com esses mitos não é uma tarefa que diz respeito somente aos homens, mas às mulheres também.

 

Analisando depoimentos de pacientes e centenas de e-mails que recebo de homens à beira de um ataque de nervos devido a dúvidas e a insatisfação sexual, fiz uma lista dos mitos sexuais masculinos mais comuns. Há muitos outros, mas selecionei os três que julgo mais problemáticos para os homens e suas parceiras.

 

Os homens não falham. “Quase como uma máquina perfeita, o pênis deve reagir imediatamente ao estímulo sexual, independentemente de qualquer interferência ou situação desvantajosa”. Antes de tudo, os homens são seres humanos e, como tais, são influenciados por diferentes fatores que podem diminuir ou inclusive bloquear a resposta sexual: conflitos com a parceira, estresse, brigas, baixa auto-estima, incômodo com alguma situação ou com alguma pessoa em particular, pressões externas, exigências desmedidas, além de cansaço, álcool, medicações e doenças, etc. Para o homem ter uma ereção e um bom rendimento sexual, são necessárias condições minimamente favoráveis. Fora isso, os homens precisam descobrir quais fatores os motivam, quais os inibem e, é claro, devem respeitar o próprio corpo e não exigir demais de si mesmos. Lembre-se da famosa frase da “sabedoria do pênis”: quando o homem não diz que não quer ou que não está com vontade, o pênis fala por ele.

 

O homem é o responsável pelo prazer da mulher. Desde os primórdios, arrastamos o mito de que o homem deve ser ativo e a mulher deve ser passiva no sexo, o que deixa implícita a ideia da mulher como objeto do prazer masculino. A partir dessa ideia, mesmo com a permissão do gozo feminino, a responsabilidade do prazer sexual das mulheres decaiu sobre o homem. Se uma mulher tem, por exemplo, orgasmos múltiplos, é porque o homem “é bom” e se não tem, fica provado o contrário. É claro que isso não é verdade, a mulher é a grande responsável pelo próprio prazer, ela deve se conhecer, pedir o que gosta, impor limites ao que não gosta... O papel do homem é observar as reações da parceira, colocar-se no lugar dela e agir de acordo.

 

Se o homem não tem uma ereção, não vale a pena continuar a relação sexual. Essa cena é comum e talvez você já tenha passado por isso. Pelos motivos que eu mencionei anteriormente, o pênis pode se “rebelar” e se negar a funcionar, ou ainda começar bem, mas, em algum momento, perder a rigidez. O mais comum, quando isso acontece, é o homem ficar chateado, angustiado e decepcionado consigo mesmo. As vezes a mulher é compreensiva, mas, outras vezes, joga ainda mais lenha na fogueira e critica o parceiro ou começa um interrogatório interminável para descobrir se o problema é com ela, se o amor acabou ou se há mais uma pessoa na jogada. Há poucos casais que conseguem encarar a situação com naturalidade e, apesar da falta de ereção, continuar jogando, se acariciando, se beijando e buscando outras alternativas para o prazer sexual. Como sexólogo, recomendo, caso aconteça algo do tipo (O que é tão provável quanto ter uma cárie) que você não se deixe levar pela angústia, e se lembre de que há muitas outras opções na cama além de um pênis ereto.

 

Espero que essas dicas sejam úteis para informar e acabar com conceitos negativos. Lembre-se de que o sexo não é uma disputa, deve ser prazeroso.

Algumas técnicas para atingir o orgasmo feminino

InsertadoporDiscovery Brasilem maio 03, 2012

Diferentemente dos homens, que, na maioria dos casos, conseguem alcançar o orgasmo com rapidez e facilidade, as mulheres precisam aprender a atingir o clímax. Se você ainda não teve o primeiro orgasmo ou deseja aprimorar as técnicas para atingi-lo, recomendo os seguintes exercícios para realizar sozinha:

 

Exercícios de Kegel

 

Consistem na contração dos músculos que rodeiam a entrada da vagina. Esses músculos (entre outros) se contraem de maneira rítmica quando a mulher alcança o orgasmo. Os exercícios são muito úteis para tonificar esses músculos e começar a se familiarizar com o orgasmo.

 

Faça o mesmo movimento que faria se quisesse cortar o jato de urina. Você sentirá uma contração na entrada da vagina. Se colocar o dedo, notará a pressão com maior clareza. Recomendo realizar esse exercício por algumas semanas. Contraia e relaxe os músculos e tente manter a contração por alguns segundos. Descanse alguns minutos e repita mais duas vezes.

 

Inventário de fantasias

 

O exercício consiste em fazer uma lista detalhada de todos os pensamentos eróticos (fantasias) que te dão prazer. Partes do corpo que te excitam, palavras que estimulam, posições sexuais, ambientes, massagens, beijos, jogos de sedução, lugares, momentos e, é claro, as características da pessoa sonhada.

 

Após anotar uma por uma essas fantasias, ordene-as de acordo com o grau de excitação que cada uma delas proporciona.

 

Quando tiver definido a hierarquia das fantasias, dedique dez minutos do dia a pensar nelas, começando pelas mais intensas.

 

 

Auto-estimulação do corpo em geral

 

Trata-se de dedicar um tempo para aprender a reconhecer algumas sensações corporais prazerosas que, neste caso, não têm origem na estimulação das genitais. Reserve pelo menos uma hora para você mesma, sem interrupções. Primeiro, tome um banho de chuveiro ou banheira para preparar o corpo para o que virá. Em um ambiente com temperatura agradável, música e coisas que te deixem relaxada e confortável, comece a acariciar diferentes partes do corpo. Talvez fique mais fácil utilizando cremes ou óleos corporais (que também deixarão o toque mais prazeroso). Passando suavemente a ponta dos dedos, a palma das mãos ou as unhas pelo corpo, como se fosse uma pena, faça carícias lentas. Não importa por onde você vai começar, o importante é percorrer todo o corpo. Se alguma área for mais prazerosa, dedique-se mais a ela.

 

Auto-exploração genital

 

Explore cada detalhe das seus genitais. Primeiramente, deixe o corpo bem relaxado. É bom usar algum creme ou lubrificante íntimo para facilitar o deslizamento da mão. Ao identificar cada parte da anatomia externa da genital, estimule uma a uma e com diferentes tipos de carícia para descobrir quais são as partes mais sensíveis e a melhor maneira de estimulá-las.

 

Quanto ao orgasmo, o clitóris tem um papel fundamental. Portanto, aprender como estimular essa área é muito importante e cada mulher tem suas preferências. Para quem não está acostumado com o estímulo, é melhor começar indiretamente. Com a prática, as carícias geralmente vão se tornando mais diretas, regulares e rápidas.

 

Quando se sentir confortável com esse estímulo e for descobrindo do que mais gosta, lembre-se das fantasias para potencializar as sensações. Outro jeito de aumentar a excitação pode ser usando vibradores, utilizando as velocidades de vibração mais baixas.

 

 

 

 

Informação: a ferramenta para a plenitude sexual

InsertadoporDiscovery Brasilem abril 27, 2012

Para que haja plenitude sexual, são necessárias informações adequadas. Por isso, a cada duas semanas respondemos perguntas que refletem as inquietudes e preocupações de muitas pessoas. Masturbação, orgasmo feminino, complexos com o corpo e métodos anticoncepcionais são os tópicos centrais deste artigo.

 

Doutor, posso me masturbar mesmo quando tenho um parceiro?

 

A masturbação é uma forma de obter prazer que não deve ser descartada pelo simples fato de você ter um parceiro. Mesmo com uma vida a dois sexualmente prazerosa, a masturbação pode ser uma alternativa quando você quiser imaginar fantasias, seguir seu ritmo e pensar apenas em você mesma. Desse ponto de vista, a masturbação é algo bom, que complementa a vida sexual do casal.

 

Depois de tomar a pílula do dia seguinte, há algum sinal que indique a interrupção da fecundação?

 

Logo depois de tomar a pílula do dia seguinte, você não notará qualquer sinal de interrupção da gravidez. Será preciso esperar pela menstruação ou fazer um teste de gravidez que, de qualquer maneira, não será confiável num primeiro momento. A indicação é que o teste seja feito uma ou duas semanas após o ato sexual desprotegido – exame de urina – e entre sete e dez dias no caso de um exame de sangue.

 

Quero saber por que nunca tive um orgasmo. Sempre chego perto, mas não atinjo o clímax. Estou casada há quatro anos e tive minha primeira relação sexual após o casamento. Qual é o meu problema?

 

Este é um caso de anorgasmia. Você chega a ficar muito excitada, mas não atinge o orgasmo. É preciso pensar no que está acontecendo. Será que você não precisa de mais estímulo, tem medo de se descontrolar ou exige muito de si mesma e se bloqueia? Pense nessas situações e tente mudar algumas coisas, isso ajudará você a atingir o tão desejado orgasmo. Lembre-se de que o estímulo da penetração vaginal não é suficiente para a maioria das mulheres. Pode ser que você precise de uma boa estimulação por sexo oral, carícias ou, talvez, de vibrações aplicadas diretamente sobre o clitóri.

 

Tenho 21 anos, estou casada há dois e não gosto que meu marido me veja nua. Antes eu era magra, mas tive um filho e engordei muito. Na hora de ter relações, apago todas as luzes para que ele não me veja. Isso dificulta muito as coisas, porque a insegurança não permite que eu aproveite ao máximo o ato sexual.

 

Se você não gosta do seu corpo, isso afetará diretamente seu prazer. Você pode fazer muitas coisas para melhorar o visual, de dietas a tratamentos estéticos, inclusive cirurgias. Mas, antes de tudo, lembre-se de que os homens não necessariamente veem as coisas como você. Eles não buscam corpos perfeitos, mas gostam de ver a parceira nua porque são estimulados visualmente. Você também pode buscar ajuda psicoterapêutica para melhorar sua auto-imagem.

 

Estou casada há um ano e onze meses e grávida há seis meses. Quase não temos relações sexuais e, quando tentamos, sinto muita dor. O que está acontecendo?

 

A princípio, não há razões físicas para se sentir dor no sexto mês de uma gravidez normal. De qualquer forma, em sua próxima visita ao ginecologista, sugiro que comente o problema. Talvez seu médico encontre alguma explicação do ponto de vista biológico. Também é preciso pensar em como você se sente em relação à gravidez e, principalmente, às mudanças do seu corpo, se você está adaptada a esse momento da vida e se há um bom estímulo sexual.

 

Muitos fatores podem afetar seu desejo e a resposta sexual como um todo. Talvez você precise de mais estímulos, de outro tipo de aproximação e da certeza de que seu parceiro a ama. Não deixe de procurar orientação. Depois do parto, esses sintomas costumam se intensificar.

 

Informação: o antídoto para os mitos sexuais

InsertadoporDiscovery Brasilem abril 27, 2012

As perguntas feitas ao fim de cada artigo refletem a necessidade que as pessoas têm de superar mitos sexuais que preocupam tanto homens quanto mulheres. Aqui, trataremos de alguns mitos que envolvem o tamanho do pênis, a ejaculação feminina, as posições sexuais para determinação do sexo do bebê e a frequência sexual.

 

Tenho 28 anos e, conversando com a minha esposa, concordamos que seria melhor se meu pênis fosse um pouco mais grosso e talvez maior. A gente se dá bem na cama, mas ela tem essa fantasia e é algo que também me agradaria. Eu gostaria de saber se existe algum método eficiente de aumento de pênis.

 

Achei sua pergunta interessante porque a busca pelo aumento do pênis advém de uma fantasia compartilhada e não de um complexo individual. No entanto, devo dizer que a maioria dos métodos oferecidos para aumento do tamanho e da largura do pênis não passa de enganação. Cirurgias para aumento do pênis só são recomendadas em casos muito específicos, como os de “micropênis” (não é o seu caso). Percebo que você e sua esposa se comunicam bem, com certeza poderão compartilhar outras fantasias.

 

Faz seis anos que estou casada e, há alguns meses, sinto dor na altura do ovário direito. Você poderia me ajudar? Não é sempre, mas às vezes dói muito.

 

A dor no ovário pode estar associada a várias doenças, como endometriose e ovário policístico. É importante que você preste atenção nessa dor para analisar se é mais frequente durante a menstruação ou a ovulação, por exemplo, quanto tempo dura e qual a intensidade. Com essas informações, procure um médico que faça os exames necessários e, talvez, um tratamento específico.

 

Queria saber se é ruim fazer sexo todos os dias.

 

A princípio, não é ruim ter relações sexuais todos os dias, e qualquer pessoa responderia isso segundo o senso comum. No entanto, há uma coisa que precisa ficar bem clara: as relações sexuais são boas sempre que essa frequência siga a sua vontade e não seja fruto, por exemplo, da pressão do parceiro ou de sentimentos de culpa. Relações sexuais diárias, quando prazerosas para ambas as partes, podem ser essenciais para uma vida saudável.

 

Estou casada há cinco anos e tenho duas filhas. Quero ter um menino. A posição durante o ato sexual está relacionada com o sexo dos filhos?

 

Não existe nenhuma posição específica, nem dia da semana, nem qualquer método “caseiro” que determine o sexo do bebê. A única alternativa é um tratamento complexo indicado para casais com problemas de fertilidade, que consiste na injeção de espermatozoides no óvulo com os cromossomos que correspondem ao sexo desejado. Isso já foi feito por alguns médicos famosos, mas muitos consideram desnecessário. Não importa o sexo, o amor deve ser o mesmo.

 

Tenho 30 anos e iniciei minha vida sexual aos 20. Adoro sexo, tenho relações constantemente, mas nunca tive uma ejaculação feminina. Qual é o meu problema?

 

A ejaculação feminina não depende da experiência ou da habilidade sexual. Na verdade, não se sabe ao certo porque algumas mulheres ejaculam e outras não, só há hipóteses. Pesquisadores descobriram que mulheres que têm glândulas uretrais mais desenvolvidas ejaculam um líquido parecido com o sêmen. Também foi descoberto que algumas mulheres, quando estimuladas diretamente no ponto G (cuja localização corresponde à das glândulas mencionadas) conseguem produzir essa ejaculação. Minha sugestão é que você não se preocupe com isso. Não deixe que sua sexualidade seja perturbada por complexos de anormalidade. O importante é que você curta do seu jeito.

Perguntas e respostas sobre problemas no ato sexual

InsertadoporDiscovery Brasilem abril 12, 2012

A maioria das perguntas que recebemos versam sobre problemas na resposta sexual das mulheres, sobretudo os ligados ao desejo, excitação e orgasmo. Já abordamos a maioria destes temas em diferentes artigos, mas respondo aqui a mais algumas dúvidas específicas. As respostas são meras orientações, e se as informações não forem suficientes, sugiro que procure um profissional especializado em sexologia.

 

Tenho 20 anos, e eu e meu namorado temos relações com bastante frequência, mas enquanto ele se satisfaz três vezes em um dia, eu nunca chego ao orgasmo. O que pode ser?

 

Não é bom se comparar a seu namorado, já que para os homens geralmente é bem mais fácil atingir o orgasmo. Já as mulheres precisam aprender a chegar ao clímax, sozinhas ou com o parceiro. Não se pressione nem se esforce, já que isso fará com que aproveite menos o momento e seu desejo diminua. Tente buscar diferentes estímulos que não envolvam necessariamente a penetração vaginal: carícias, sexo oral ou vibrações, por exemplo. O orgasmo ocorre quando se aplica o estímulo adequado, no local indicado e no tempo ideal.

 

Sempre que tenho relações sexuais com meu parceiro, logo depois de ter meu primeiro orgasmo e quando fazemos certas posições, sinto uma dor forte no útero e tenho dificuldade de ter outros orgasmos. Meu parceiro então me penetra com delicadeza, mas mesmo assim sinto dor, e às vezes, ela dura até o dia seguinte. Isso começou há três meses e não sei o que fazer. O que pode ser?

 

Nunca é bom ignorar a dor, já que isso é um sinal de que algo está errado. Considerando que o sintoma apareceu recentemente, é preciso fazer uma consulta ginecológica para descartar fatores orgânicos, como uma infecção vaginal ou alterações hormonais. É preciso avaliar se a dor não está ligada a problemas no relacionamento, estimulação inadequada ou ansiedade, problemas que devem ser discutidos com um especialista em sexologia.

 

Tenho 19 anos e sou casada há um ano e meio, mas não consegui ter relações sexuais com meu marido e ainda sou virgem. Não sei se é um problema físico ou mental, mas ele não consegue me penetrar. Notei que seu pênis é maior que o normal, e minha vagina é muito pequena.

O tamanho do pênis ou da vagina não necessariamente impedem a penetração, e acho que outras coisas podem estar acontecendo: dificuldade para relaxar, falta de tempo para as preliminares, ou talvez você tenha um problema sexual como o vaginismo (contração involuntária dos músculos em torno da entrada da vagina, impedindo a penetração). Sugiro estender as preliminares e tentar manter relações com muitas carícias suaves e beijos excitantes, além de usar uma grande quantidade de lubrificante íntimo (solúvel em água) aplicado sobre o pênis e vagina. Se ficar ansiosa, faça uma respiração abdominal lenta e profunda e tente evitar pensamentos negativos. Por fim, a penetração deve acontecer em uma posição confortável, em que você possa controlar os movimentos, por exemplo, sentada por cima dele. Se o problema persistir, procure um especialista.


Tenho 32 anos e me pergunto por que, às vezes, não tenho vontade de fazer sexo com meu marido. Notei que quando estou ovulando, sinto mais desejo. Meu problema é hormonal?

É comum que as mulheres tenham mais vontade de ter relações sexuais durante a ovulação e nos dias anteriores, devido às alterações hormonais desta fase do ciclo menstrual. É uma estratégia da natureza para incentivar a prática de relações sexuais e, portanto, a reprodução. No entanto, o desejo sexual é regulado por vários fatores, além dos biológicos e hormonais, que podem fazê-lo aumentar ou diminuir: a saúde física e mental em geral; a estabilidade do casal; a estimulação sexual; as rotinas; o tempo dedicado aos momentos íntimos, entre outros. É importante que você converse com seu parceiro sobre suas relações sexuais para avaliar o que pode ser modificado e, assim, aumentar sua motivação.

Gostaria de saber por que, depois de um certo tempo, as mulheres não sentem nenhum desejo sexual.
 
A perda do desejo sexual geralmente é mais evidente nas mulheres que nos homens. Além de mudanças na "química", que ocorrem depois de alguns meses ou anos, a monotonia e o descuido -  tanto da aparência como dos comportamentos sedutores e românticos – produzem uma diminuição notável do impulso sexual. Recuperá-lo é uma tarefa dos dois, e ambos precisam entrar em um acordo para gerar as mudanças necessárias.

Consultório sexológico: continuamos respondendo às suas dúvidas

InsertadoporDiscovery Brasilem abril 12, 2012

Desde que abrimos as portas deste consultório virtual de sexologia, não paramos de receber suas dúvidas e preocupações. Como são muitas e nem sempre é possível responder a todas, identificamos as mais frequentes para publicar em nosso blog. Espero que vocês continuem a enviar suas perguntas, que refletem as preocupações de muitas mulheres.

Gostaria de saber se há probabilidade de engravidar durante a pré-menopausa.

Até que a mulher tenha sua última menstruação (que é quando começa a menopausa em si), existe a probabilidade de engravidar. Por isso, é preciso tomar as precauções necessárias, a menos que você esteja planejando uma gravidez.

Sou casada há onze anos, e há dois anos meu marido me pede para fazer sexo anal. Eu já disse que não gosto, mas ele insiste enquanto estamos transando. Quando tentamos, sinto muita dor, perco a vontade e depois acabamos brigando. Não sei como lidar com a situação.
 
Tanto para o sexo anal como qualquer outra prática sexual, a regra de ouro é só fazer o que se tem vontade, desde que ambas as partes concordem. Se você pretende tentar porque acha terá prazer no sexo anal, não apenas para agradar a seu parceiro, é importante levar em conta as seguintes recomendações: use um preservativo para evitar possíveis infecções urinárias, e coloque bastante lubrificante solúvel água tanto sobre o preservativo como no ânus; peça para seu marido fazer uma estimulação anal suave e demorada para facilitar sua dilatação antes da penetração; a prática do sexo anal deve ocorrer lenta e gradualmente, de modo a não provocar dor ou lesões.


Quando olho os seios de outras mulheres, não fico excitada, mas não consigo evitar. Não gosto quando isso acontece e estou preocupada.

 
Se você olhar para os seios de outras mulheres é porque, ao menos por um momento, sente algum prazer. Isso não indica necessariamente uma tendência homossexual acentuada ou algo do tipo. Se você se preocupar demais ou ficar obcecada, é possível que isso se torne mais intenso. Sugiro que você aceite este fato como uma coisa natural (na verdade, é muito comum entre mulheres heterossexuais), o que permitirá que a mantenha sob controle.


Sou casada há apenas sete meses, e não entendo por que meu marido ainda se masturba.


A masturbação não necessariamente indica insatisfação sexual, nem é uma prática exclusiva das pessoas solteiras. É apenas uma busca diferente de prazer sexual, com características distintas do coito em si. Enquanto a prática da masturbação não afetar a sexualidade do casal, não deve ser considerada um problema.

Meu namorado e eu queremos fazer sexo, mas é minha primeira vez e me sinto insegura. Quando ele me faz sexo oral, não sinto prazer pois sinto uma pontada no clitóris. O que devo fazer?

É evidente que você ainda tomou a decisão de ter sua primeira relação sexual, e isso se manifesta como uma tensão durante os momentos íntimos com seu namorado. Esta mesma ansiedade pode fazer com que o sexo oral, em vez de ser agradável, seja problemático e até doloroso. É importante esclarecer seus preconceitos sobre a primeira vez. Talvez muitos deles sejam falsas crenças que, em vez de ajudar, só atrapalham. Pense se realmente deseja ter sua primeira vez, se esta é a pessoa certa e o momento é o mais indicado. Se decidir ir em frente, lembre-se de fazê-lo de forma responsável, tomando todas as precauções para evitar uma gravidez indesejada e as doenças sexualmente transmissíveis.

A duração do sexo

InsertadoporDiscovery Brasilem abril 04, 2012

Entre os mitos sexuais da nossa época, está a ideia de que o ato sexual deve durar muito tempo – e quanto mais tempo, melhor.  Quanto ao desempenho masculino, um homem costuma considerado mais viril se conseguir um controle impecável da ejaculação, demonstrando que é capaz de penetrar uma mulher durante muitos minutos, talvez horas.

 

A pergunta é: precisamos transar como maratonistas para desfrutar plenamente do sexo? Em vez de nos orgulharmos por apresentar um desempenho “superlativo”, é importante nos perguntarmos se uma relação sexual tão tão prolongada é realmente prazerosa.  Uma pesquisa recente questionou o imperativo do “quanto mais demorado, melhor”, demonstrando que entre dez e treze minutos de coito, ocorre perda de concentração, dispersão, e portanto, a intensidade das sensações não é mesma.

 

Então, qual seria o tempo ideal?

 

Esta resposta sempre depende de cada pessoa e situação. Até os amantes do sexo tântrico podem achar uma “rapidinha” mais excitante, desde que haja um ambiente propício.

 

Se ambos têm facilidade para atingir o orgasmo de maneira rápida, talvez não considerem imprescindível manter uma relação mais prolongada. Mas se a mulher consegue ter orgasmos múltiplos e sente picos de prazer durante o coito, a duração pode ser maior.  

 

O problema é quando as preferências do casal são opostas: um sente mais prazer em uma relação sexual mais longa, enquanto o outro prefere algo mais breve. Às vezes, as preferências são as mesmas, mas um distúrbio sexual impede sua realização (como no caso da ejaculação precoce).

 

Portanto, é importante estabelecer em conjunto a duração que melhor atenda às expectativas de ambos, desde que se faça todos os ajustes em relação à qualidade (ou seja, dedicar-se a jogos eróticos agradáveis e excitantes).

Troca de casais: quando a fantasia pode ser bem diferente da realidade

InsertadoporDiscovery Brasilem abril 04, 2012

 

O swing, ou troca de casais, é uma das diferentes modalidades de sexo em grupo. Nas últimas décadas, a prática cresceu muito, e em quase todas as cidades grandes e médias, existem bares e clubes noturnos para casais que desejam conhecer outros casais e realizar suas fantasias. Também se proliferaram os sites na internet e as revistas especializadas no tema, e livros e artigos são encontrados com facilidade.

 

A fantasia de observar o parceiro ou parceira com outra pessoa (ou ser observado) em um jogo sexual é bastante comum, mas ir às vias de fato, nem tanto. Ainda assim, hoje em dia já se pode abordar o assunto com mais liberdade, e na maioria dos casos, a prática do swing não é considerada uma “perversão”.  

 

Cabe destacar que a essência do swing é compartilhar uma fantasia com um parceiro estável, e não com alguém com quem mantém uma relação circunstancial. A excitação resulta de presenciar o gozo do outro pelas mãos de alguém desconhecido ou não, segundo cada fantasia. Este encontro é puramente sexual, e é vedado qualquer envolvimento romântico ou amoroso.

 

Muita gente acredita que este tipo de troca não deveria acontecer se você realmente ama uma pessoa. Mas para os praticantes, o swing é um ato de amor, desprovido de egoísmo; uma forma de expressar a liberdade por meio de uma sexualidade que vai além do casal, mas que permanece, de alguma forma, sob controle. Para os swingers, o amor não depende de um relacionamento sexual monogâmico.

 

Considerando que cada vez mais casais cultivam esta fantasia e aventam a hipótese de realizá-la, parece-me importante esclarecer alguns aspectos antes de se tomar uma decisão.

 

É preciso haver uma concordância sincera das duas partes, um desejo verdadeiro, sem ceder a pressões. Além disso, é preciso estar ciente de que a fantasia pode ser muito excitante na imaginação, mas nem sempre as sensações eróticas se produzem no encontro. Podem surgir emoções como ciúme, agústia, inveja, culpa, e também imprevistos. Por exemplo, um dos dois pode sentir mais prazer do que o outro.

 

Também é fundamental estabelecer regras claras e códigos que indiquem como ambos devem agir (por exemplo, saindo do local) se ocorrerem determinadas situações. É sempre bom se aproximar gradualmente da realização da fantasia: conhecer o ambiente, ir a um bar, presenciar uma troca de casais... até que se sintam completamente à vontade.

 

Se você não atentar para estes detalhes, corre o risco de viver uma experiência ruim, e no pior dos casos, prejudicar profundamete seu relacionamento, a ponto de levar a uma separação. Muitos pacientes meus relataram experiências negativas nesse sentido, por terem agido por impulso. A prática do swing em si não é boa nem má. Simplesmente, é feita para alguns casais, não para outros.

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MPU HH